Início > Blog



     
  Histórico
 
Roberto Ambrosio convida você a participar de seus Artigos e a conhecer seus Parceiros, Livros, Vídeos e Sites.
Nesta seção, leia, imprima e comente os Artigos de Roberto Ambrosio.
Nossa intenção é justamente compartilhar!

 

Micro e Pequena Empresa e a Inovação – II

Schumpeter foi um dos primeiros pesquisadores a falar sobre inovação. Os modelos econômicos que ele imaginou não podiam ser comprovados pela matemática da época e somente décadas depois seus estudos foram ratificados.

Seu conceito de destruição criativa é considerado mais atual do que nunca. Veja abaixo um gráfico esquemático que compara essas ondas com os avanços tecnológicos. Perceba que as ondas ficam cada vez mais curtas, ou seja, a inovação é cada vez mais intensa o que também significa, se levarmos em conta a visão schumpeteriana, que precisaremos de mais empreendedores e também que cada vez mais empresas estarão fora do mercado. Serão destruídas, por assim dizer, caso permaneçam resistentes às mudanças.

 

Voltando à nossa realidade das MPE brasileiras, a Lei n.º 11.196, de 21 de novembro de 2005, conhecida como Lei do Bem, trazendo dedução e redução de impostos para MPE que realizem pesquisas ou desenvolvimento de inovações tecnológicas e a Lei n.º 10.973 de 2 de dezembro de 2004 que estabelece as prioridades da política industrial e tecnológica nacional para promover e incentivar o desenvolvimento de produtos e processos inovadores em empresas nacionais deverão trazer evolução, claro, se convenientemente implantadas e reconhecidas pelo mercado.

Apoiado em minha experiência em produção e em treinamentos acredito que poderíamos debater aqui um outro tipo de “apropriação”, que não fala a respeito de patentes e tecnologias, mas sim da apropriação social necessária às inovações.

Há um grande fosso de desigualdade social e possibilidades de obtenção do conhecimento no país e essa realidade é sentida diretamente no interior de cada equipe de trabalho de cada pequena e micro empresa de nossos 27 estados. A falta da apropriação do conhecimento mata na raiz a possibilidade da eficiência coletiva que serve de base para processos inovadores.

Segundo Peter Drucker, “...na sociedade do conhecimento não existirão países pobres, existirão países ignorantes...”, a falta de patentes tecnológicas é um reflexo da falta de formação das pessoas no país. A África do Sul, por exemplo, desenvolve duas vezes mais patentes do que o Brasil. Temos hoje cerca de 4% das patentes mundiais.

Esses dados deveriam servir de alerta aos proprietários de MPE que sempre se queixam da má qualidade da mão-de-obra, que fazem da rotatividade um hábito, acreditando ingenuamente que o “não serviu troca; tem muita gente pedindo emprego” seja o caminho certo.

Alguns empreendedores de MPE já perceberam que deverão arcar com o ônus dessa falta de preparo e alguns já transformaram sua empresa numa empresa que educa os colaboradores. Educar não é treinar. É um processo mais longo, dinâmico e persistente de transformar a vida das pessoas que trabalham nessas empresas, motivá-las através da evolução pessoal, mudar a cultura do jeitinho para a cultura do planejamento criativo e orientado para metas, para resultados.

No próximo texto abordaremos empresas que estimulam os funcionários a empreender. Pode? Seria um tiro no pé, como se diz?

Até lá pense um pouco: sua empresa está preparada para mudar a atitude diante dos colaboradores? Você que é dono da empresa está disposto a quebrar paradigmas de relacionamento “patrão/empregado”? Que tipo de cultura sua empresa possui? Ela está preparada para mudar e inovar ou será surpreendida pela próxima onda de inovação? Entre em contato: vamos conversar mais sobre como você pode se transformar num empreendedor-educador.




Comentar este artigo - comentários (1)