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Funcionários Empreendedores. É possível?

Nos textos anteriores coloquei foco na inovação. No cenário atual da economia com tendências recessivas, a inovação deixa de ser matéria para análise e passa a ser uma necessidade.

Um grande banco brasileiro focou sua publicidade na necessidade de inovação chamando o ano novo de 2000 INOVE. Não por acaso os bancos são as empresas que mais inovaram na última década com a utilização da web para atendimento remoto. E ainda vêm por aí o reconhecimento de face nas agências e teleconferências com o gerente dentro do site, programadas para esse ano.

Todos sabem que a inovação é importante, mas poucas empresas compreenderam que há necessidade de fazer alterações na cultura da empresa para que a inovação aconteça e essa mudança passa pelo fomento do empreendedorismo nas equipes internas, nas pessoas.

As grandes empresas já estão fazendo essa mudança há algum tempo. A atitude empreendedora é pessoal, claro, você sempre encontrará pessoas mais e menos empreendedoras, mas o esforço da empresa (de seus gestores) para criar e desenvolver empreendedorismo internamente é tão ou mais importante que as atitudes existentes na equipe.

Wolcott e Lippitz estudaram empresas que fomentam a cultura empreendedora em suas equipes com o objetivo de conseguirem um crescimento sustentável e consistente e chegaram a quatro modelos que resumo aqui:

1. O modelo oportunista: que estimula funcionários a enxergarem oportunidades de negócios que possam ser explorados pela empresa. É um modelo mais individualista, que premia os campeões de projeto, pessoas que lutam para conseguir criar novas unidades de negócios, “apesar” da organização em que trabalham.

2. O modelo facilitador: baseado na ideia de que o apoio provocará em toda a equipe a vontade de desenvolverem atitudes empreendedoras. O Google, por exemplo, permite que seus funcionários destinem 20% de seu tempo livre para desenvolver novas ideias e oportunidades. Um centro de novas ideias está situado aqui no Brasil, em Belo Horizonte. Há equipes e fóruns apropriados para apoiar projetos empreendedores das equipes de trabalho.

3. O modelo defensor: veteranos da empresa apóiam e defendem grupos que apresentam novas oportunidades, ajudando a conseguir recursos e a concretizar projetos. A alta gerência promove a realização de contratos com prazos determinados para a equipe resolver aspectos do projeto que geraram dúvidas ou para a apresentação de m plano de negócios detalhado.

4. O modelo produtor: tem foco na produção de novas unidades de negócios dando oportunidades para que os funcionários e executivos possam continuar suas carreiras fora de suas unidades originais. Este modelo encoraja a cooperação das unidades existentes com as novas unidades que estão nascendo, criam grupos internos de capital de risco para apoiarem os projetos e supervisiona esses projetos
.

Pessoalmente tive a oportunidade de aplicar treinamentos para o desenvolvimento de intraempreendedores (termo criado por Gifford Pinchot III em seu livro Intrapreneuring, de 1985) numa empresa que desenvolvia o modelo produtor. Foi uma grande experiência conviver com o ambiente de criação (e recriação) de negócios dentro da própria empresa. De trainees a diretores todos tinham a liberdade de pensar e propor novas oportunidades, um ambiente de colaboração e de respeito mútuo. Claro, havia sim as resistências e dificuldades de sempre, mas o modelo de produzir empreendedores e inovações, proposto pela empresa era muito consistente.

Em outra empresa onde também apliquei esse treinamento, do modelo oportunista, percebi a competição interna por novas ideias, as metas extremamente desafiantes, a interligação rápida das informações para que ideias vindas “de campo” rapidamente fossem analisadas e implementadas. Participei pessoalmente de premiações a trainees e supervisores que tiveram as melhores ideias de negócios.

Sempre achei que as empresas pequenas e médias deveriam copiar as boas práticas das grandes empresas de forma criativa e muitas já fazem isso.

Deixo aqui um convite. Se você tem uma pequena ou média empresa e quer saber mais sobre como estimular o empreendedorismo em suas equipes de trabalho, entre em contato com o email deste site. Talvez consigamos fechar uma turma para uma palestra sobre o tema e por que não um grupo de funcionários dessas empresas para transformá-los em empreendedores internos.

Se você estiver pensando agora que esse funcionário empreendedor poderá ser seu concorrente, sugiro que você pense melhor. Pense nele como um gerente multitarefa que poderia permitir a você trabalhar menos e ter mais qualidade de decisões (visitando e ouvindo mais clientes, cuidando de seu planejamento) e de vida (estudar, viajar) ou um sócio minoritário em uma unidade nova de seu negócio em outro bairro, cidade ou estado, o que poderia lhe render um bom faturamento extra.

Pense bem e procure agir de forma empreendedora.




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